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PLANO DE SAÚDE NEGOU TRATAMENTO? Entenda seus direitos e saiba como agir

Imagine a seguinte situação: uma pessoa recebe uma indicação médica para realizar um procedimento, exame, cirurgia ou tratamento específico. O médico explica a necessidade, a família se organiza, o pedido é enviado ao plano de saúde e, depois de dias de expectativa, vem a resposta: negativa de cobertura.

Nesse momento, é comum surgir dúvida, insegurança e até desespero, principalmente quando o tratamento envolve dor, agravamento do quadro clínico ou risco à saúde do paciente. É justamente nesta hora que contar com o apoio de um advogado especialista em Direito da Saúde faz toda a diferença.

Apenas um profissional atualizado na área sabe exatamente como contornar as justificativas das operadoras (como alegações de carência ou exclusão do Rol da ANS) e buscar a garantia do seu direito na Justiça com rapidez.

A força da Justiça contra negativas abusivas: Casos Reais

Para dar uma dimensão de como o Judiciário tem lidado com esses abusos, separamos decisões recentes em que a intervenção de especialistas reverteu negativas cruéis dos planos de saúde:

Negativa por “Carência” em Cirurgias de Urgência¹

Em 2026, o Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) condenou uma famosa operadora de Plano de Saúde a custear integralmente a cirurgia de emergência para uma paciente com quadro grave de pancreatite aguda. O plano havia negado o procedimento alegando que a paciente ainda não tinha cumprido a carência de 180 dias.

Contudo, a legislação e a Justiça determinam que, em casos de urgência e emergência, a carência máxima é de apenas 24 horas.

Além de garantir a cirurgia, a operadora foi condenada a pagar R$ 10.000,00 por danos morais pela recusa injustificada.

Negativa de Tratamentos Fora do Rol da ANS (Cirurgia Robótica e PET-CT)²

Em um caso recente do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), um paciente com câncer de próstata teve a cobertura de sua cirurgia robótica e do exame PET-CT negada sob a desculpa de que não constavam nas diretrizes da ANS.

A Justiça paulista reconheceu que a recusa foi abusiva, pois a escolha da melhor técnica cabe ao médico responsável, condenando o plano a reembolsar integralmente o paciente em mais de R$ 7.000,00 por danos morais.

Ainda assim, é necessário se atentar para o fato de que não se trata de um direito automático, que basta procurar a justiça através de um profissional despreparado, e que vai ser “causa ganha”! É necessário o acompanhamento por profissional capacitado, com especialização na área para diminuir os riscos da demanda, pois na justiça brasileira, NÃO EXISTE CAUSA GANHA! ]

Atenção às novas regras do STJ (Ex: Terapias para Autismo)³

A importância de um advogado especialista também se reflete na necessidade de acompanhar mudanças nas leis.

Em março de 2026, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que a simples recusa do plano em cobrir tratamentos multidisciplinares para autismo não gera mais o direito automático a indenização por dano moral.

Agora, é preciso que o advogado comprove estrategicamente que a negativa causou um sofrimento ou abalo psicológico real (crises de ansiedade, regressão no desenvolvimento, etc.) para conseguir a reparação financeira.

A Tutela de Urgência (Liminar): O tempo a favor da sua vida

Em questões de saúde, o tempo não perdoa!

Por isso, a atuação rápida de um especialista permite o ingresso de uma ação com pedido de tutela de urgência (liminar). Quando o advogado apresenta ao juiz provas robustas da urgência e do direito do paciente, o juiz pode ordenar que o plano libere o tratamento em prazos curtíssimos, geralmente entre 24 e 48 horas, sob pena de multas diárias pesadas.

Essa celeridade processual é fundamentada no princípio da dignidade da pessoa humana e no direito constitucional à saúde.

Na prática forense, a concessão da tutela de urgência busca afastar o chamado periculum in mora (traduzido, perigo na demora – termo jurídico que fala do risco de que a demora natural do processo cause um dano irreversível ou a perda do próprio direito à vida). O Judiciário entende que o contrato com a operadora de saúde não pode se sobrepor à prescrição médica, tornando nula qualquer cláusula abusiva que limite tratamentos essenciais já consagrados pela medicina.

Portanto, a decisão liminar funciona como uma medida de justiça imediata, garantindo que o paciente receba o atendimento enquanto a ação principal segue seu curso regular.

Caso o plano de saúde descumpra a ordem do magistrado, o advogado pode requerer ferramentas de coerção ainda mais severas do que as multas, como o bloqueio judicial de valores diretamente nas contas da operadora para o custeio do tratamento na rede particular.

Se trata de um mecanismo eficaz utilizado pelo judiciário para assegurar que o direito reconhecido no papel se transforme, imediatamente, em amparo real à vida de quem precisa, sob pena de multas diárias, bloqueios de contas etc., dependendo do convencimento do juiz.

Recebeu uma negativa? Saiba quais documentos reunir.

Para que o especialista possa atuar de forma rápida e incisiva (especialmente no pedido de liminar), a documentação precisa ser farta e detalhada. Recomenda-se guardar:

  • Pedido médico e relatório médico detalhado, que deve deixar claro o risco ao paciente, a gravidade do quadro e a necessidade imediata do procedimento;
  • Exames, laudos e prontuários que comprovem o quadro clínico;
  • A negativa do plano de saúde por escrito e números de protocolo de atendimento;
  • Prints de conversas, e-mails ou mensagens trocadas com o plano;
  • Carteirinha do plano de saúde, contrato e comprovantes de pagamento das mensalidades;
  • Orçamentos e notas fiscais, caso já tenha pago algo do próprio bolso.

Atenção em casos urgentes

Quando há risco de agravamento da doença ou sofrimento intenso, a documentação médica precisa ser o mais objetiva e detalhada possível.

Não aceite o “não” do seu plano de saúde como resposta final quando a sua vida ou a de quem você ama está em jogo. Busque seus direitos!

Conteúdo meramente informativo. Este texto não substitui a análise jurídica individualizada do caso concreto por um advogado de sua confiança.

FONTES

¹ Caso da cirurgia de urgência (TJCE): A notícia está hospedada no portal oficial do Tribunal de Justiça do Estado do Ceará e pode ser acessada no link: https://www.tjce.jus.br/noticias/justica-mantem-condenacao-de-plano-de-saude-por-negar-cirurgia-de-urgencia-e-determina-indenizacao-a-paciente/.

² Novas regras do STJ para indenização em terapias para Autismo: O artigo explicativo da coluna Descomplicando Direito, escrito por Carolina Ayres, está hospedado no portal Folha BV e disponível no link: https://www.folhabv.com.br/colunas/autismo-e-planos-de-saude-a-justica-mudou-as-regras-para-indenizacao-por-danos-morais-em-2026/

³ Caso da cirurgia robótica e exame PET-CT (TJSP): As informações sobre este caso foram retiradas do documento oficial da decisão judicial, o Acórdão de Registro 2025.0001115718, hospedado em formato PDF pelo portal jurídico Migalhas. Por se tratar de um arquivo de documento anexado diretamente nas fontes, não há um link de página da web associado a ele no nosso material, mas a decisão pública pode ser consultada utilizando o seu número de registro nos acervos do TJSP.

Este artigo foi elaborado pelo corpo jurídico do escritório Chelala Advogados, uma instituição com mais de 40 anos de sólida atuação no mercado e reconhecida pela excelência em suas demandas. 

Contamos com uma equipe de profissionais altamente qualificados e especialistas pós-graduados em Direito Médico e da Saúde, prontos para oferecer o suporte técnico e a agilidade que a defesa dos seus direitos exige.

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